Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim, não me valeu.
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu.
Trocando em miúdos, pode guardar,
As sobras de tudo que chamam lar,
As sombras de tudo que fomos nós,
As marcas de amor nos nossos lençóis,
As nossas melhores lembranças.
Aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer!
Aquela aliança, você pode empenhar ou derreter.
Mas devo dizer que não vou lhe dar,
O enorme prazer de me ver chorar.
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago,
Meu peito tão dilacerado.
Aliás,
Aceite uma ajuda do seu futuro amor pro aluguel.
Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu!
Eu bato o portão sem fazer alarde,
Eu levo a carteira de identidade.
Uma saideira, muita saudade
e a leve impressão de que já vou tarde.
(Francis Hime/Chico Buarque - 1978)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&hl=en&v=hn4JyodL7K4&gl=US
O samba do amor e perda.
ResponderExcluirMas nunca é tarde para se amar, nem pra se perder.
Quero é mais amor e a perda
desde que seja tentado me doar pra você.
Tô realmente adorando, viu que vc consegue!
Amor por você.